Revisão do regime tributário antes da Reforma: Por que sua empresa deve fazer isso agora?
- Allan Damascena
- há 13 minutos
- 5 min de leitura

A Reforma Tributária Brasileira inicia, nos próximos anos, a maior transformação estrutural no sistema de impostos desde a Constituição de 1988. Novas alíquotas, mudanças no aproveitamento de créditos, padronização nacional de regras e critérios de incidência completamente reformulados tendem a alterar o comportamento financeiro de empresas de todos os portes.
Se hoje a escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real já exige atenção, nos próximos anos essa análise será totalmente reconfigurada. Por isso, revisar o regime tributário antes da transição se tornou um movimento estratégico e não apenas para reduzir riscos, mas para construir um plano financeiro consistente para 2026 e toda a década de implementação da reforma.
Neste artigo, você entenderá por que esse diagnóstico é urgente e como ele pode influenciar diretamente o futuro da sua empresa.
A reforma cria novas regras do jogo e cada setor será impactado de um jeito
A transição tributária será progressiva até 2032, mas seus efeitos começam a influenciar decisões empresariais desde já. Isso porque os mecanismos previstos pela reforma alteram:
como as empresas acumulam e utilizam créditos;
como a tributação é distribuída entre estados e municípios;
a forma como preço, margem e competitividade são calculados;
o enquadramento de setores específicos que hoje têm benefícios especiais;
a previsibilidade das alíquotas, que tende a ser maior, mas nem sempre mais barata.
Por que isso impacta seu regime tributário?
Porque regimes vantajosos hoje podem deixar de ser.E regimes pouco atraentes podem passar a fazer sentido.
Além disso, planejamentos tributários feitos com base em incentivos, créditos presumidos ou particularidades regionais podem perder eficiência — o que exige revisão estratégica imediata.
Por que a revisão do regime tributário agora, e não quando as regras mudarem?
Muitos empresários cometem o erro de acreditar que só precisarão revisar o regime quando as novas regras entrarem em vigor. Mas a reforma altera premissas fundamentais da estrutura fiscal e essas premissas influenciam decisões que você toma hoje:
precificação e margem operacional;
estrutura societária;
engenharia tributária de produtos e serviços;
planejamento de investimentos;
operação interestadual;
logística e cadeia de suprimentos;
consumo de insumos e aproveitamento de créditos.
Ignorar esses fatores pode levar a um aumento inesperado da carga tributária dentro dos próximos anos.
Três razões para revisar já:
1. As regras atuais continuarão valendo durante a transição
Alterar o regime no momento errado pode gerar prejuízo imediato ou perda de benefícios.
2. Algumas empresas terão oportunidade de ajustar processos e se preparar para o novo sistema
Quem fizer isso com antecedência terá vantagem competitiva e maior capacidade de absorver custos.
3. Antecipar o estudo evita tomadas de decisão apressadas na virada do ano-calendário
Regime tributário só pode ser trocado em momentos específicos.Perder o timing pode custar meses de carga tributária maior.
As mudanças mais relevantes da reforma e seus impactos nos regimes tributários
A reforma não muda apenas nomes de tributos. Ela reorganiza bases de cálculo, sistemática de créditos, local de incidência, tratamento setorial e operações intermunicipais e interestaduais.
Veja os principais pontos que exigem atenção na revisão do regime.
Previsibilidade das alíquotas — vantagem ou armadilha?
Muito se fala que a reforma trará alíquotas mais previsíveis.Mas previsibilidade não significa necessariamente carga menor.
Em alguns setores, especialmente serviços, a tendência é que a carga aumente se nenhum ajuste for feito.
Em outros, como indústria, pode haver redução.E isso influencia diretamente qual regime fiscal é mais adequado.
Novo modelo de créditos — quem ganha e quem perde?
O creditamento muda completamente:
mais empresas poderão gerar créditos;
créditos serão mais transparentes;
mas setores intensivos em mão de obra podem perder competitividade.
Empresas que hoje se beneficiam de créditos presumidos ou regimes específicos precisam avaliar se continuarão tendo vantagem — ou se migrar para outro regime se tornará estratégico.
Mudança no conceito de destino
A tributação passa a considerar o local de consumo, não de origem. Isso deve impactar:
empresas que vendem para outros estados;
operações B2B;
e-commerces;
negócios com logística nacional;
cadeias distribuídas.
A mudança pode alterar margens, preços e até estratégias de localização de filiais.
Ajustes no Simples Nacional
Embora não será extinto, o Simples sofrerá adaptações.E isso pode influenciar:
anexos;
faixas;
redutores;
limites;
e a própria competitividade do regime.
Empresas hoje no limite do Simples podem descobrir que a migração para Presumido ou Real será mais vantajosa pós-reforma.
O contador assume um papel central na transição tributária
Com a nova estrutura, o trabalho contábil deixa de ser apenas apuração e passa a ser estratégia de sobrevivência e crescimento.
É o contador que fará:
Diagnóstico do regime atual
Avaliação profunda dos números reais da empresa: margem, créditos, custos, despesas, atividade e riscos.
Simulações comparativas entre os regimes após a reforma
Cenários de curto, médio e longo prazo que mostram onde a empresa ganha e onde perde.
Mapeamento de riscos e oportunidades
Incluindo incentivos regionais, setores específicos e regimes diferenciados.
Reestruturação societária quando necessário
Para adequar a operação ao novo formato de tributação.
Planejamento de transição até 2032
Ajudando a empresa a atravessar cada fase do processo com segurança.
A complexidade da reforma exige razão, técnica e previsibilidade — e isso só é possível com acompanhamento especializado.
O que a Fecon Contabilidade faz para preparar sua empresa
Na Fecon, estruturamos um processo completo de revisão do regime tributário alinhado à transição da reforma. Ele inclui:
1. Auditoria do regime atual
Analisamos carga, margem, créditos, riscos e estrutura tributária da empresa.
2. Simulações pré-reforma
Estudo técnico comparando Simples, Presumido e Real no cenário atual.
3. Simulações pós-reforma
Projeções de cargas com CBS, IBS, regras de destino e nova sistemática de créditos.
4. Identificação de oportunidades fiscais
Benefícios, incentivos, apurações especiais e situações setoriais.
5. Estratégia de transição 2025–2032
Definição do melhor momento para mudanças e ajustes no modelo operacional.
6. Acompanhamento contínuo
Reavaliação anual para manter a empresa sempre no regime mais vantajoso.
A proposta é simples: dar clareza, reduzir riscos e garantir que sua empresa esteja no melhor regime possível antes e depois da reforma.
Quem mais deve revisar o regime tributário o quanto antes
Alguns segmentos são mais impactados pela reforma e devem priorizar a revisão:
serviços em geral;
empresas com folha alta;
varejos com operação interestadual;
indústrias com múltiplos fornecedores;
empresas com incentivos regionais;
negócios do setor de tecnologia;
transportadoras e logística;
e-commerces;
empresas com margens apertadas.
Nesses casos, a escolha do regime certo pode ser a diferença entre crescer ou comprometer caixa.
Revisar antes é mais estratégico, mais seguro e financeiramente inteligente
A reforma tributária vai remodelar a forma como empresas pagam impostos, formam preços e calculam margens. E, embora a transição seja gradual, o impacto das mudanças começa agora.
Revisar o regime tributário antes da reforma permite:
prever cenários com antecedência;
ajustar processos;
evitar carga extra;
preservar margem;
identificar oportunidades fiscais;
tomar decisões baseadas em dados e não em urgência.
A escolha adequada do regime atual já influencia — e muito — o desempenho financeiro da sua empresa nos próximos anos.
A Fecon está pronta para conduzir essa análise com profundidade técnica, clareza e estratégia, ajudando sua empresa a navegar com segurança por esse novo ambiente tributário.
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